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Chapter 29 - Capítulo 28: O Eco Profético de Illunight - Uma Verdade Primordial Além do Divino

No auge do redescobrimento dos primordiais, enquanto o panteão debatia a natureza dessas entidades ancestrais e o mundo mortal hesitava entre a curiosidade e o terror, as palavras de um ser que transcendia a própria divindade ressoaram na memória de Zestial com uma clareza assustadora: Illunight e seu "mundo experimento". A lembrança da conversa que tiveram antes de sua ascensão a deus agora se revestia de um significado profundo e perturbador, revelando a verdadeira natureza dos Personificados.

Flashback: A Sala Branca e a Essência da Realidade:

Zestial se viu novamente naquela sala de escritório completamente branca, diante de Illunight. Não um deus no sentido tradicional, mas um Personificado – a encarnação viva da luz, da sombra e do equilíbrio fundamental entre ambas. Sua própria existência era a personificação dessas forças primordiais, muito além da compreensão do divino. Sua mente, agora imbuída de uma percepção cósmica recém-descoberta, revisitava cada palavra daquele encontro fatídico.

"Tenho muitas perguntas, mas não sei se quero as respostas", Zestial, ainda mortal e confuso, havia comentado enquanto Illunight analisava os papéis com uma indiferença que emanava da sua própria natureza atemporal.

"Você sabe que obterá respostas de qualquer maneira, certo?" Illunight havia respondido, a dualidade da sua personificação refletida em seu tom que continha tanto a clareza da luz quanto a profundidade da sombra.

O momento da revelação de sua morte bizarra pela pedra colossal, a explicação sobre a natureza dos Personificados – seres que são aquilo que seus títulos representam, como Timelines sendo a própria personificação do tempo – e o anúncio chocante de seu destino como um novo deus do "mundo experimento" de Illunight passaram por sua mente. Mas foi uma frase específica que agora o atingiu com uma força que abalou os alicerces de sua recém-adquirida divindade.

"Seu mundo... seu pequeno experimento... as sombras que você tanto se esforça para conter... elas já existiam, Zestial. Apenas adormecidas. E quando despertarem... seu panteão, seus campeões... nada poderá detê-las."

Naquele momento, Zestial, absorto na incredulidade de sua nova realidade divina, havia interpretado as palavras de Illunight dentro da sua limitada compreensão de um ser que agora era um deus. Ele acreditava que o "experimento" se referia ao mundo que ele ajudaria a moldar e as "sombras" seriam as inevitáveis ameaças que surgiriam.

A Essência Primordial e a Verdade Além do Divino:

Agora, contemplando o despertar de Terragon, Aetherius, Aquamortis, Raijin Primordial, Lithos, Zephyra, Incendius, Nox Primordial e dos Guardiões Elementais, a verdadeira extensão das palavras de Illunight o atingiu com uma força cósmica. Esses seres primordiais, entidades que personificavam as forças elementais e os mistérios do universo em sua forma mais pura e antiga, existiam muito antes da criação de seu panteão e até mesmo antes da intervenção dos Personificados nesse mundo nascente. Eles eram as "sombras adormecidas" que Illunight, em sua visão além do divino, havia previsto – não ameaças futuras, mas a própria essência primordial do planeta que estava inexoravelmente despertando.

A realização gelou a essência divina de Zestial. O "mundo experimento" de Illunight não era o seu panteão ou os Lanternas Primais, mas sim o próprio planeta, um palco cósmico onde forças primordiais, que precediam até mesmo a ordem dos Personificados, se encontrariam com as emoções divinas em um choque de eras.

O Significado Cósmico e o Legado da Personificação:

As palavras de Illunight agora se revelavam não como uma maldição ou uma profecia sombria no sentido tradicional, mas como uma constatação da natureza fundamental daquele mundo, vista através da lente de um ser cuja compreensão transcendia a própria divindade. Talvez o próprio Illunight, em sua personificação do equilíbrio fundamental, tivesse plena consciência dessas forças primordiais adormecidas, sabendo que seu despertar era uma parte inevitável do ciclo cósmico daquele "mundo experimento". Sua menção ao "experimento" era, portanto, uma observação sobre a interação dessas forças primordiais com o novo panteão e os seres que Zestial moldaria.

A Reação do Panteão e a Compreensão da Escala Cósmica:

Zestial compartilhou a lembrança revivida e a nova compreensão das palavras de Illunight com os outros deuses. A revelação lançou uma sombra de reverência e apreensão sobre o panteão.

Hagoromo, cuja sabedoria abrangia eras, reconheceu a profundidade da situação, ponderando sobre o equilíbrio cósmico que agora se revelava infinitamente mais vasto e antigo do que jamais imaginara, influenciado por forças que precediam até mesmo os deuses.

Kaguya, sentindo a poderosa ressonância dessas entidades com o próprio chakra e a energia natural do planeta, percebeu que estavam lidando com uma escala de poder e existência que transcendia a própria divindade.

Até mesmo Raven e Ofídio, mestres do caos e da ambição, sentiram um reconhecimento instintivo da magnitude dessas forças primordiais, entendendo que suas próprias maquinações eram insignificantes em comparação com o despertar de tais entidades.

As palavras de Illunight, antes um eco distante de um encontro estranho, agora se provavam uma verdade fundamental sobre a natureza daquele mundo. O "mundo experimento" não era meramente um teste de poderes divinos, mas um ponto de encontro entre a ordem cósmica dos Personificados, o poder nascente do panteão de Zestial e as forças primordiais que jaziam adormecidas desde a criação do planeta. O despertar dos primeiros monstros não era apenas um evento histórico, mas a manifestação de uma realidade cósmica prevista por um ser cuja compreensão se estendia além do véu da divindade. O futuro do mundo Naruto x Pokémon, agora mais do que nunca, estava envolto na compreensão da sua própria origem primordial, sob a perspectiva reveladora de Illunight.

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